Evento

Os tambores do Cabobu começam a ecoar no Centro Histórico

Programação musical do Festival se inicia com cortejo nesta sexta-feira, a partir das 15h, com saída da praça Coronel Pedro Osório

Carlos Queiroz - DP - Palco Giba Giba recebe as atrações musicais

O som dos tambores começam a ecoar a partir desta sexta-feira (21), dentro da proposta do 3º Festival Cabobu. Até domingo (23) uma variada programação gratuita levará Pelotas e a Zona Sul ao encontro das diferentes expressões da cultura afro-riograndense. O agito musical se inicia com o cortejo marcado para as 15h, ação que acontece com saída no ponto de encontro Mestre Caloca, na praça Coronel Pedro Osório e chegada no palco Giba Giba, montado no Largo Edmar Fetter, junto ao Mercado Central. O evento tem o patrocínio do edital Natura Musical. A coordenação geral é da MS2 Produtora.

Consagrado como patrimônio imaterial do município, o tambor de sopapo receberá as reverências, como a estrela do evento, de nomes importantes da música gaúcha e brasileira, como Marietti Fialho, Loma, Paulo Dionísio e Rafa Rafuagi. De acordo com os organizadores, esta terceira edição é idealizada para fomentar o espaço de propagação das manifestações culturais e para ampliar o debate em questões étnico-racias, a partir de Pelotas.

Uma das principais atrações do Cabobu, a cantora porto-alegrense Marietti Fialho, com mais de 30 anos de carreira artística, estará no palco Giba Giba duas vezes na noite desta sexta-feira: às 19h, em show solo e às 23h, com o grupo Ialodê. Marietti, que cantou na primeira edição do Festival, em 1999, diz que se sente muito à vontade para falar do Cabobu. "Foi um momento maravilhoso em que eu pude conhecer o mestre Batista, o Haroldo do Souza, Naná Vasconcellos, sem contar com o Giba Giba, que era um cara sensacional. Ter sido convidada para esta edição é uma honra", diz.

No show Marietti Fialho e Cia. Luxuosa a cantora apresenta canções próprias e umas duas releituras, no repertório estão composições em diferentes ritmos, como o samba, o reggae e o groove. Mais tarde Marietti sobre ao palco novamente com o Ialodê, formado por quatro mulheres negras, além dela: Loma, Glau Barros e Nina Fola. A proposta do Ialodê (que significa mãe da sociedade) é enaltecer o papel das mulheres negras na formação social brasileira.

O grupo, que teve início antes da pandemia, retomou os espetáculos em 2021. "Nossa intenção é não parar. São quatro mulheres, cada uma com a sua força, com a sua identidade", comenta. O repertório trabalhado pelo Ialodê une a escolha de cada uma delas, dentro da temática negra. "Eu escolhi músicas de minha autoria e duas em parceria. É sensacional que a gente posso mostrar esse trabalho numa cidade que tem uma grande presença da cultura negra. Estamos para isso, fortalecer o Cabobu, vai ser maravilhoso. Estou bastante feliz e emocionada em participar deste Festival", fala.

DJs e pesquisadores

Os três dias de música terão a presença de DJs residentes em Pelotas, como a DJ Helô, o duo de DJs Vânia e Vanessa e Tom Nudes. A programação ainda terá a presença de com grupos como Afroentes e Lugarejo e mostra a produção de dança negra da região, com as companhias Clara Nunes, de Caçapava do Sul, e os grupos pelotenses Odara e de Dança Afro de Daniel Amaro. Os shows no palco Giba Giba se iniciam a partir das 17h30min, com os DJs.

Durante estes dias o Festival apresenta um ciclo de conversas sobre temas de relevância contemporânea, em questões afrocentradas na sociedade enfatizando a cultura preta por meio de debates e resoluções entre convidados e população presente. Os pesquisadores e mestres de diversas áreas têm marcado na Bibliotheca Pública Pelotense, todas as manhãs, às 8h30min e às 10h30min, período em que abordarão seis temas.

No turno da tarde, estão previstas cinco oficinas focadas nos tambores, em especial o sopapo. O enfoque está nos ritmos percussivos, na história e na fabricação de instrumentos. Acontece de sexta a domingo, no pátio interno da Secretaria Municipal de Cultura (Secult), no Casarão 2 da praça Coronel Pedro Osório.

Exposição

No mesmo local, estão programadas exposições artísticas, uma exposição coletiva de artistas pretos, com obras de Zé Darci e fotografias de Luis Ferreirah e a exposição Giba Giba - O Guardião do Sopapo, contando com o acervo de músicas, instrumentos, figurinos, imagens e objetos do músico pelotense criador do Festival e do Projeto Cabobu, em 1999. A exposição teve curadoria da produtora Sandra Narcizo e da museóloga Dóris Couto e está sendo apresentada no evento pelo Museu Julio de Castilhos, instituição estadual que desde 1903 dedica-se à guarda e conservação do acervo histórico de caráter regional. A apresentação integra o programa Mais Cultura do Estado do RS.

A programação musical do palco Giba Giba:
Sexta-feira (21)
15h - Cortejo musical - concentração no ponto de encontro Mestre Caloca, na
Praça Cel. Pedro Osório indo até o palco Giba Giba no Largo do Mercado.
17h - Solenidade de abertura
Apresentação da DJ Helô nos intervalos dos shows
18h - Grupo de Dança Odara
19h - Marietti Fialho
20h - Lugarejo
21h - Quintal de Sinhá
22h - Kako Xavier
23h - Ialodê

Sábado (22)
Apresentação das DJs Vânia e Vanessa nos intervalos dos shows
18h - Grupo de Dança Clara Nunes
19h - Vagnotreta
20h - Laddy Dee
21h - Rafuagi
22h - Paulo Dionísio

Domingo (23)
Apresentação do DJ Tom Nudes nos intervalos dos shows
17h - Grupo de Dança Afro Daniel Amaro
18h - Mano Rick
19h - Afroentes
20h - 50 Tons de Pretas
21h - Xava Banda

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